Acervo

Luciano Magno (pseudônimo de Lucio Muruci), nascido no Rio de Janeiro, tem dedicado sua vida à arte da caricatura. Desde muito jovem, a partir do ano de 1985, começou a colecionar tudo o que circulava em suas mãos sobre a caricatura no Brasil, desde a fase histórica do início do século XX ao momento contemporâneo dessa arte, em nosso país.

 

Nesses 40 anos de Coleção, teve, a partir do ano 2000, a ideia de estruturá-la como um verdadeiro Museu da Caricatura, do Brasil. Foi nesse ano que surgiu a ideia de formar a sua Coleção como o início da formação do acervo do “Museu da Caricatura Brasileira”.

 

Para tanto, logo no raiar desse milênio, teve o reforço da aquisição de significativas obras centenárias, de artistas da importância histórica como Fritz (pseudônimo de Anísio Oscar Mota), com a aquisição de uma série de esculturas originais desse caricaturista, em bronze, como a famosa escultura do “Pequeno Jornaleiro”, em diversos tamanhos; de Seth (Álvaro Marins), com a compra de 22 originais da série “Flagrantes Cariocas”, realizada nos anos 1930, e que constitui um dos pontos altos de sua obra. Essa série de trabalhos em grande formato é reconhecida como uma das mais significativas da caricatura brasileira.

 

Para oficializar e tornar seu objetivo público, o Projeto Museu da Caricatura Brasileira foi lançado publicamente em 6 de abril de 2014, em cerimônia no Museu Nacional de Belas Artes, através de um “Manifesto”. O idealizador tornava público, então, o seu desejo, da criação de um Museu da Caricatura Brasileira e a institucionalização do seu projeto, que tem o objetivo de preservar, resgatar e divulgar a memória da caricatura brasileira e de seu acervo histórico, dos séculos XIX, XX e XXI, mostrando-o em exposições, e por veículos como a internet, estabelecendo, portanto, uma ponte com o público nacional e internacional.

 

A Coleção Museu da Caricatura Brasileira, distribuída em impressos e originais, também apresenta memorabilia sobre a história do desenho animado, com pinturas e desenhos de Anélio Latini, pioneiro da animação de longa-metragem no Brasil, criador de “Sinfonia Amazônica”, de 1953. 

 

O acervo do “Museu da Caricatura Brasileira” tem muitas preciosidades: a famosa caricatura original sobre o primeiro-ministro inglês Winston Churchill, numa ilha e sendo sobrevoado pelos aviões nazistas, obra publicada na revista Careta na 2a Guerra Mundial, de autoria de J. Carlos. Originais de K. Lixto, trabalhos feitos para a famosa revista D. Quixote, além de reproduções de sua obra. E uma faceta pouco conhecida desse artista: a de escultor, apresentando interessante trabalho realizado em barro. Originais da obra de Raul Pederneiras, além de outras peças de sua memorabilia: cartas assinadas do próprio punho, álbuns publicados pelo caricaturista, cartões desenhados, e reproduções de seus trabalhos.

 

Outro setor do acervo do “Museu da Caricatura Brasileira” que se destaca é a da escultura: a coleção tem várias, como por exemplo, do escultor Paulo Mazzuchelli, sobre o grande caricaturista francês Honoré Daumier. Uma série de esculturas originais de Fritz, em bronze, como a série sobre “Mendigos”. Outros artistas também tem destaque na coleção do Museu da Caricatura: Bambino, Crispim do Amaral, Rocha, Amaro do Amaral, Alfredo Cândido, Hélios Seelinger, Vasco Lima, J. Arthur, Gil, J. Ramos Lobão, Leônidas, Loureiro, Max Yantok, Belmonte, Théo, entre outros, também da fase contemporânea.

 

São mais de 120 mil charges constantes no acervo, em revistas e recortes de jornais, entre milhares de itens originais, estabelecendo, portanto, o compromisso de servir ao Brasil, preservando a memória e o legado artístico dos caricaturistas e chargistas brasileiros.